terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Google X - o misterioso laboratório da Google.


Um dos laboratórios mais secretos e misteriosos do mundo pertence a poderosa Google Inc, com o codinome "Google X".

Segundo fontes jornalísticas, dentre as quais figura o The New York Times, nas instalações do Google X estariam sendo pesquisados e desenvolvidos inúmeros projetos futuristas. 

O complexo de laboratórios situado principalmente em Mountain View, Califórnia, é tão oculto que muitos funcionários da empresa desconhecem inteiramente a real localização e o que rola de fantástico por lá.

Os projetos mais extraordinários seriam comandados por Sebastian Thrun, reconhecido como um dos maiores expoentes em Inteligência Artificial (IA) do mundo.

Sebastian Thrun

No livro Jogos Universais, o dr. Bob Nesher (engenheiro da Lockheed Martin) vai mais longe nas declarações. Ele revela que o Google X recebeu tal codinome em homenagem ao "Sr. X", um dos grandes intermediários entre nós, reles mortais, e os soberanos Clientes Ocultos.

Assim, o Google X é uma das principais instalações tidas como "Portadoras", com seu vínculo secreto de repasse de projetos inverossímeis, demandas e experimentos de alta tecnologia. 

Uma das organizações ultrassecretas responsáveis por tais aportes seria a H211-LLC em sua multifacetada atividade sigilosa.



Os fundadores da Google, Larry Page e Sergey Brin, são proprietários de uma frota particular de jatos de alta tecnologia. A H211-LLC é justamente a empresa privada que opera tais aeronaves. 

Larry Page e Sergey Brin: co-fundadores da Google Inc.

Em 2007, a NASA assinou um acordo permitindo que a H211 LLC se responsabilize pelas aeronaves da Google na base aérea Moffett Field, nos Estados Unidos. Uma delas consiste do avião de combate Dornier Alpha Jet, a mais recente aquisição da Google autorizada pelo Pentágono.

Dornier Alpha Jet.

Moffett Field.

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Os incríveis Discos Nazistas





Sem dúvida, ele é um sujeito falastrão, porém muito experiente em bases secretas militares. 
Suas credenciais, segundo suas próprias palavras:

"Bob Nesher, engenheiro da Lockheed Martin, setor de Engenharia Aeroespacial. Membro da equipe Skunk Works, escuderia de programas de desenvolvimento avançados".

Bob Nesher faz revelações históricas sobre os discos voadores nazistas num dos capítulos do livro Jogos Universais.

Ele também explica sucintamente o que é a Lockheed Martin:
— É uma corporação privada. E secreta. Trabalhamos para os programas de defesa do governo, dentre outros projetos sigilosos.

Depois, começou a falar sobre a relação entre Hitler (a Alemanhã foi uma importante Portadora) e os Clientes Ocultos:

— No inicio, Hitler nutriu um encantamento mórbido por eles. Tomou-os como modelo e inspiração para o devaneio da “Raça Ariana”. Foi daí que surgiu o projeto Lebensborn, que conduziu experimentos na tentativa de reproduzir a cepa ariana genuína. Em consequência, muitas mulheres geraram, na época, bebês germânicos pretensamente “puros”: ao menos eles tinham cabelos loiros e olhos bem azuis. O programa previa também a criação e educação das crianças aos cuidados da SS, a tropa de elite de Hitler. Nesse caso, refiro-me ao grupo paramilitar mais restrito e portador do emblema da caveira; era a polícia de culto místico regida pela Ordem Negra de Hitler... Os nazistas membros da Sociedade Thule da Bavária, e da Germanenorden, sabiam da existência dos Ultra-Homens ocultos, também ditos “Superiores Desconhecidos” e ainda “Chefes Secretos”. Denominações não faltavam, como podem ver. Hitler acreditava que a raça sobre-humana detinha poderes extraordinários. Também nisso ele almejou se igualar em tecnologia. Ordenou aos seus engenheiros aeronáuticos a construção de versões militares das “aeronaves dos Deuses Nórdicos”. Eu mesmo tive a oportunidade de estudar cópias dos esquemas técnicos originais. Sem dúvida, os aparelhos voadores nazistas eram muito avançados para a época.






— Vou falar um pouco mais sobre eles. No começo, as aeronaves tinham propulsão a rotor. Havia um modelo de disco, chamado Kugelblitz Flugkreisel, dotado de turbinas a jato fabricadas pela BMW. Outras versões foram equipadas com motores adaptados do foguete balístico V-2. Numa fase posterior, os alemães construíram protótipos experimentais mais avançados com base na eletrogravidade. Ainda bem que perderam a guerra e não tiveram tempo de aperfeiçoar seus wunderwaffen, como Hitler chamava os discos voadores nazistas. Teriam dominado o mundo!

Foguete nazista V-2.

— Então, como tantos conhecimentos e recursos extraordinários surgiram num só lugar? Hermann Oberth, destacado engenheiro de Hitler e um dos precursores da moderna astronáutica, declarou seriamente: “Tivemos ajuda de seres de outro mundo.” 

Hermann Oberth

— Consta que Wernher von Braun, outro cientista nazista famoso e o maior responsável dentro da NASA pela façanha de levar o homem à Lua, teria confirmado as palavras de Oberth, anos mais tarde.

Wernher von Braun, depois da Grande Guerra e já trabalhando para a NASA.
Operação "Paperclip":  cientistas alemães a serviço dos Estados Unidos, após a Guerra. Wernher von Braun aparece na foto histórica, na primeira fileira.


— Muitos protótipos aeroespaciais surgiram em consequência do trabalho secreto, e a partir do Projeto Inseto de Prata, destinado ao desenvolvimento de veículos militares em formato discoide. Um protótipo bem conhecido é o Avrocar VZ-9, projetado por Richard Miethe, engenheiro alemão refugiado nos EUA. E são de fato estes os OVNIs observados nos céus do mundo, ao menos durante os anos 1950, isso é certo. Período em que muitos acidentes graves decorreram dos testes militares com as aeronaves experimentais. Querem um exemplo famoso? Roswell, Novo México, 1947. 


Avrocar VZ-9 durante os primeiros testes de voo.

 Richard Miethe
Galeria de fotos dos Discos Voadores Nazistas

As fotos abaixo são originais e retratam os discos nazistas em teste durante a Segunda Guerra Mundial.












No livro Jogos Universais, Bob Nesher faz outras revelações extraordinárias sobre os Clientes Ocultos, sua relação com os nazistas e ainda a chamada "Tecnologia Portadora".

Burning Man


Momento apoteótico do Burning Man: o gigante pega fogo.

— Um... deserto? — a situação pareceu-lhe ainda mais preocupante.
— Sim... — Paul foi atenuando o tom de voz: — É o deserto Black Rock, território norte-americano. Mas nem tudo lá em cima é árido. No noroeste, por exemplo, é possível encontrar regatos, vegetação baixa e animais silvestres. Sei disso porque foi na região que fiz o meu batismo de fogo na Agência (CIA). Coube a mim na época levantar a cortina do festival Burning Man, o ajuntamento mirabolante que acontece em agosto e reúne gente aos milhares, de todos os naipes, e isso em pleno deserto. Já ouviu falar?

Todos os anos, em agosto, uma fauna humana se reúne no deserto Black Rock para celebrar o Burning Man.

O dr. Minamoto nada disse. Continuou a encarar Paul, que achou melhor completar:
— A maioria das tribos customizadas que participam do festival é composta por lunáticos e aventureiros inofensivos. Claro, o time não estaria completo sem os gays e as lésbicas também...



Paul percebeu os olhos arregalados do “professor” fitos nele. Então foi tratando de clarear melhor as coisas, antes que fosse tarde demais, e agora com um ar mais sério:
— Aconteceu que o serviço secreto americano ficou muito atento ao encontro anual. Num lugar árido e escaldante, inteiramente desprovido de faustos, nem comodidades, alguns bilionários influentes começaram a fazer parte daquilo também. Lá se nivelavam à ralé sujeitos às mesmas normas comunitárias. E isso só pelo gostinho do puro espírito aventureiro?

Acampamento (cidadela) formado durante o festival Burning Man em pleno deserto.

Silêncio e um par de olhos o encarando seriamente.
— E depois, quando levantavam acampamento, nem lixo nem detritos ficavam para trás. Suspeito demais... O que atraia fidalgos e grandes homens de negócio para um inferno cheio de pirados e libertinos?
— Eu sei lá, rapaz. Diga-me você que habitou entre eles.
— Pois bem. Descobrimos que o verdadeiro evento anual não é público. Em meio à condensação humana no deserto, uma minoria para lá sempre se desloca a fim de promover, durante o festival de doidos e emancipados, o mais sigiloso e escamoteado intercâmbio deste planeta: negociatas fabulosas, estratagemas e conchavos políticos, alianças comerciais impublicáveis e acertos de todo tipo... Segredos acordados na calada da noite e tendo as estrelas como únicas testemunhas. O senhor compreende o que isso significa?


Silêncio.

— É o mesmo que dizer sem interceptação na Internet, ou mediante qualquer outro meio espião usual. Aqueles figurões sentam seus traseiros ricos no chão, à maneira pré-histórica. Nus em pelo e face a face, sem celulares nem mais nada. Eles assim se colocam bem longe de grampos eletrônicos, microcâmeras ou softwares de rastreamento. Pois os poderosos sabem muito bem que não existe mais privacidade no mundo hoje em dia.

H211-LLC




O nome da empresa não diz nada. É tão enigmático quanto seus fins.
Tudo o que se sabe a respeito da H211-LLC é que atua junto com a NASA e mantém parcerias com algumas outras empresas poderosas, como a Google Inc.

No livro Jogos Universais, a H211-LLC é revelada como uma das organizações misteriosas através das quais os Clientes Ocultos repassam tecnologia e endereçam avanços ou encomendas a outras empresas, agências e laboratórios, inclusive as secretíssimas instalações do Google-X, em Mountain View, Califórnia. Tais entidades e organizações são denominados "Portadores".


Rodney Brooks

"Eles estão muito na frente agora."
Rodney Brooks, professor emérito de Ciência
da Computação do MIT, referindo-se ao misterioso
laboratório que abriga os projetos do Google X.

Os executivos da Google Inc ofereceram ajuda financeira para a restauração do icônico Hangar One, em Moffett Field, segundo informou Ken Ambrose, diretor da H211 LLC.

Hangar One

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Repercussão mundial sobre a ação dos horgs.




Fevereiro de 2016.
Um grande especialista em jogos eletrônicos comentou na imprensa americana:


“Com os Jogos Universais estamos reeditando o terror dos monstrengos do velho Doom, na época em que este jogo surgiu e virou uma tremenda febre mundial. Agora são os horgs que estão infestando o planeta, e a cada dia aparecem mais deles pelas ruas! Toda a diplomacia falha com eles, pois desta vez somos nós os “demônios bárbaros” na ação de tiro em primeira pessoa! Cidadãos reais estão sendo abatidos como animais! Este game dantesco está redefinindo drasticamente o modo como jogamos on-line e vivemos a realidade.




Os Jogos Universais não são uma brincadeira artificial. E os horgs não são virtuais. Eles não são uma simulação. Não são imaginários. Não é mais o real interagindo com o virtual. Agora é a própria virtualidade tornada realidade! Os horgs são a imersão do Inferno na vida em que vivemos. São os protagonistas do terror, enquanto andam pelas ruas escolhendo suas vítimas ocasionais, espalhando uma onda de crimes sem roteiro predefinido.




Tudo é imprevisível e trágico neste jogo maldito. Além disso, o superprograma por detrás da tecnologia XT-War permite expansões criadas pelos próprios jogadores. Com isso é possível modificar e variar os horgs sobrepondo-lhes personalizações e atributos bem específicos. A interface do jogo não somente é de acesso livre, como também é virtualizada e tem compatibilidade universal de plataformas. Qualquer um pode jogar a partir do seu PC, Mac, smartphone, tablet ou de uma Smart TV. Você pode detonar seu bairro inteiro com um simples celular e poucos botões na tela, se assim quiser. Há também versões 3D on-line compatíveis com os consoles das linhas Microsoft, Sony e Nitendo. O processamento pesado é executado inteiramente em ambiente cloud, onde o jogador dispõe dos recursos de suas ações e armazena os datalogs de desempenho dos avatares. Sobre este último aspecto, eu diria: é a ‘telemetria do Apocalipse’... Mas há um porém bem sério a considerar: os registros de máquinas e estatísticas não são rastreáveis, nem mesmo podem ser inspecionados por qualquer meio conhecido. Sabemos que até de uma webcam desligada os investigadores podem rastrear as imagens por IP. Mas algo muito poderoso está blindando os computadores dos usuários deste jogo, deixando-os invisíveis na Internet. Nenhuma técnica forense é eficaz, para desespero dos peritos atrás de pistas digitais. Se os agentes apreenderem equipamento supostamente criminoso numa busca doméstica, é certo que não vão encontrar o que mais procuram. Tanto as evidências voláteis quanto as persistentes vão desaparecer antes disso. E nenhum software de recuperação terá sucesso no resgate da informação perdida. É bem assim que, entrincheirados em suas casas, ou ousando sair às ruas portando gadgets feito armas, os jogadores anônimos e aqueles mais audazes estão dando vazão a um ímpeto de delitos que nossa civilização jamais viu igual: os horgs estão sendo empregados como gládios da morte!”.



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domingo, 24 de novembro de 2013

Guerras Gempei




As Guerras Gempei tiveram como cenário sangrento o Japão antigo, e duraram de 1180 a 1185. Os combates civis foram travados pelos clãs Taira e Minamoto, sendo esses últimos os vitoriosos da série de conflitos colossais que culminou com a derrocada do clã Taira. A maior consequência das Guerras Gempei consistiu do advento do Xogunato no Japão, fato que delegou aos samurais de elite (no caso os Minamoto) o comando político e militar do país.

Yoritomo Minamoto

A longa estirpe dos Minamoto engendrou três Xoguns: Yoritomo (1147-99), Yoriie (1182-1204) e ainda Sanetomo (1192-1219). Com o término das Guerras Gempei, o regime vitorioso instaurou uma nova era denominada Kamakura, que teve como primeiro líder o Xogum Yoritomo Minamoto (ou Minamoto no Yoritomo). Ele era uma espécie de autoridade temporal, o generalato que relegava ao Imperador a função um tanto que decorativa na condução da nação. Pois “O Cara” era o Xogum. Foi inclusive o início do Período Kamakura, comandado sob a espada de Yoritomo Minamoto, que assim fundiu o poder político ao militar. O Xogum passou então a ser um título hereditário. Ou seja, você só seria o mandachuva se fosse um Minamoto. A situação perdurou até o ano em que a estirpe Minamoto passou o bastão para a arrancada da Família Hōjō, os “traíras do pedaço”, pois traíram os Taira para ajudar seu maior rival contra eles. Depois, usurparam os próprios Minamoto aliados. Bem ou mal, foi o clã que, naquela altura da história, passou a assumir a dianteira do militarismo samurai no Japão feudal.

Sara Minamoto descende linearmente deste famoso clã de samurais históricos. Durante sua infância, ela leu secretamente as narrativas dos confrontos titânicos entre os clãs arqui-inimigos Taira e Minamoto. Os primeiros portavam flâmulas vermelhas no campo de batalha, enquanto que o segundo exército distinguia-se pelos estandartes brancos à frente dos batalhões numerosos.

Dentre as contendas de ódio e sangue mais conhecidas do aludido período épico, Sara ficou especialmente impressionada com a Batalha de Kurikara, conflagração que deu um novo impulso e direção à guerra feudal japonesa, marcando a virada do jogo para os Minamoto. Foi deste ponto em diante que eles realmente começaram a minar o poderio militar e político dos Taira.



No livro Jogos Universais, Sara é surpreendida por sua mãe ao ler o relato da Batalha de Kurikara, que semeou a terra com um total de 70 mil mortos e feridos (outras fontes falam em 100 mil soldados vitimados). Histórias proibidas que influenciaram sua mente e seu destino, assim cumprindo os desígnios de sua casta guerreira.




quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O sinal espacial do começo dos Jogos Universais

Telescópio espacial Hubble.


Órbita terrestre, 2016.

Por mais de vinte anos, ele atuou em órbita terrestre, girando feito uma pluma ao redor do planeta, apesar das doze toneladas de peso de sua estrutura. No espaço, habitou a gélida fronteira sideral a 612 km de altitude, de onde revolucionou o conhecimento humano ao esquadrinhar os confins mais distantes e profundos do Universo.
E lá estava ele, impávido e solitário, com sua cobertura metálica rebrilhando parcialmente ao sol, no instante em que o cilindro do telescópio iniciou outro giro programado. Mas desta vez apontaria na direção de um longínquo e grandioso evento estelar: o raio de explosão de uma Supernova!
O fenômeno raro era uma verdadeira detonação nuclear no espaço, e seria então captado através de imagens na radiação visível, em ultravioleta e na vizinhança do infravermelho. E, feito um paparazzi exclusivo, ele ainda tiraria inúmeras fotos do espetáculo cósmico, mas sem importunar o astro do momento.
Naquela manhã, no topo silencioso da atmosfera, quando muita gente já o julgava aposentado e obsoleto, os giroscópios de alinhamento do telescópio Hubble começaram a operar na manobra cósmica investigatória.
            Mas ninguém em solo esperava o que viria a seguir. No meio do movimento, o grande tubo espacial parou de repente, passando a assumir um estranho comportamento nas alturas: o prenúncio de outro evento insólito que não tardaria a se anunciar ao mundo!


Mesmo dia.
NASA - Greenbelt, Maryland.

Em órbita, o grande cilindro oscilou, reposicionando-se novamente.
Em terra, o momento era de grande tensão na sala de operações do Centro Goddard.
A partir daquele instante em diante, o telescópio de cinco bilhões de dólares passou a assumir focagem fixa, ou quase isso. Pois recalculava autonomamente suas coordenadas e sua mira à medida que executava o giro orbital em torno da Terra. Assim, e como um voyeur obstinado, começou a espiar, a intervalos, a residência do presidente dos Estados Unidos!
Não mais que meia hora depois, a notícia estourou na mídia mundial como uma bomba a despeito de todos os esforços da NASA para abafa-la e desmenti-la de pronto.
Ao final da manobra insana do Hubble, o cockpit de monitoramento e comando do Centro Goddard emitiu um som agudo e intervalado. Foi uma sequência de bips eletrônicos que chamou atenção para a mensagem que se estampou, simultânea, na tela de todos os monitores da sala de controle.
Então, em fonte vermelha e em rede privada, um único parágrafo enigmático anunciou afrontosamente o que de fato estava acontecendo:

 QUANDO O OLHO SIDERAL
DA ÁGUIA MECÂNICA
 MIRAR EM SOLO O NINHO
DA ÁGUIA BRANCA,
OS JOGOS UNIVERSAIS TERÃO COMEÇADO!


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Os Caixões da FEMA




“Uma coisa terrível acabou de acontecer. Eles (horgs) já estão à solta nas ruas. Meu Deus, o inferno vai começar a reinar lá fora...”.
Sara ligou a TV de tela plana, querendo informações.
           Em vários canais, os boletins cobriam aquilo que no primeiro momento foi noticiado como “a guerra dos demônios bárbaros”. A CNN assim relatou os fatos inicialmente: “...crimes hediondos e atentados explosivos contra locações públicas estão ocorrendo em várias capitais do mundo! Nos Estados Unidos, indivíduos enormes, fantasiados de monstros, causaram estragos e muitas mortes nas principais cidades da nação! Teóricos da conspiração estão dizendo que agora todos nós podemos saber a destinação do que chamaram de “Funeral da FEMA” (Federal Emergency Management Agency). Aludiram aos misteriosos caixões negros adquiridos por este órgão. Cada uma das urnas funerárias pode acondicionar até três cadáveres, e são talvez milhões delas empilhadas nas instalações de Madison, Georgia.

Pilhas de esquifes da FEMA.


        Face a isso, algumas perguntas se impõe: A FEMA sabia de antemão do plano de ataque dos terroristas disfarçados? Por isso providenciou tantos lotes de esquifes, prevendo morticínio em massa, que, aliás, continua a crescer nas ruas? O que mais o governo esconde dos desavisados cidadãos? Que surpresas ainda nos aguardam? São interrogações como essas, somadas aos crimes inomináveis cometidos esta manhã, os responsáveis pela histeria generalizada que tomou conta da população do país. Todos nós estamos atemorizados com o que está acontecendo nas ruas. O medo se instalou de vez em nossas vidas? A FEMA conseguirá sepultar a indignação do povo norte-americano?”.







Sara estava chocada.

Foi noticiado, na sequência e no mesmo canal de TV: “...O incidente com o Hubble, o telescópio espacial que está agora inteiramente assestado para a morada do presidente dos Estados Unidos! Ninguém ainda explicou como isso pode acontecer. A NASA limitou-se a emitir uma breve nota esta manhã, na qual informa sem mais detalhes que tem tudo sob controle. Coincidentemente ou não, as ações nefastas registradas no mundo hoje tiveram seu início com a insana manobra do telescópio Hubble. Analistas políticos estão comentando aquilo que denominaram de ‘a maior e mais devastadora investida do terrorismo organizado já vista, com implicações internacionais imprevisíveis e talvez irreversíveis nas nações mais poderosas do planeta. Algo jamais orquestrado e executado em tamanha escala no mundo moderno!’”

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Fatal Fight




Oficialmente, não passava de um armazém desocupado. Mas a verdade era bem outra: a Yakuza havia tomado conta da área depois que a companhia pesqueira falira e abandonara as instalações na Baía de Tóquio. Desde então o local deixou de ser um frigorífico de carne de baleia para receber em suas câmaras outro artigo menos nobre. Foi assim que a margem noroeste das docas passou a servir ao secreto narcotráfico, e este intensificou o abastecimento dos distritos de Tóquio, enquanto o restante da droga seguia de ferryboat fretado, com frequência zarpando do Terminal de Ariake ou dos portos de Yokohama e Chiba. A manobra seguinte da máfia japonesa consistia em cruzar o canal de Uraga, desembarcando depois a carga ilícita em enseadas e atracadouros banhados pelo Oceano Pacífico ou pertencentes à costa do Mar de Okhotsk. Daí tomava outro destino, desta vez a bordo de pequenos aviões, rumando às ilhas do arquipélago e ao submundo instalado no continente asiático. Nesse último estágio da venda de narcóticos, parte da heroína alcançava ramificações criminosas entre as temidas Tríades chinesas, as metanfetaminas indo concorrer com a produção local da Coréia do Norte, e outro tanto de entorpecentes era reservado à famosa máfia russa e a outras facções criminosas menores, atuantes na Eurásia.
No começo das operações nas docas, agentes e policiais japoneses até que verdadeiramente se empenharam na tentativa de apreensão da mercadoria distribuída pela bōryokudan, como a Polícia de Tóquio denominava a Yakuza; um tempo depois, porém, ninguém mais ousou atacar a bandidagem no seu covil portuário. E, mais que um armistício, fora uma “licença régia concedida aos facínoras”, segundo relatou a própria força de ordem a respeito dos novos ocupantes do armazém.
O local à margem das águas profundas e poluídas da baía era agora vigiado pelas gaivotas-pardas à procura de alimento. E justamente em tal zona neutra o crime organizado decidiu armar o palco para os seus mais loucos e selvagens espetáculos.

Yamaguchi Gumi: o maior clã da Yakuza


Fatal Fight (FF)

Recentemente, holofotes de halogênio foram instalados no teto do pavilhão. Os tubos negros e cilíndricos pairavam em círculos sobre a arena, feito urubus devoradores da carnificina que acontecia mais abaixo: as lutas sanguinárias travadas em cima de um estrado de madeira alto, cujo formato retangular perfazia um total de 120 m² de superfície revestida por grosso forro sintético. Do alto, as luzes lançavam fachos móveis sobre a zona dos conflitos armados. No local acontecia o Fatal Fight em suas edições semanais de combates cruentos bancados por um seleto grupo de bilionários vis e inescrupulosos. As imagens dos confrontos extremos eram tomadas ao vivo e transmitidas em canal privativo. Havia rumores de que a frequência aumentaria devido à pressão de poderosas forças obscuras, audiência ávida e anônima que passara a injetar grandes somas de dinheiro nos eventos bárbaros.
Depois, os vídeos editados eram vendidos na vilania do comércio paralelo. Por fim caiam na Web, onde se convertiam em milhões de hits no YouTube e depois circulavam livremente nas redes sociais, ora fascinando ora escandalizando muita gente que se referia a eles como a “grande ignomínia humana”, e ainda a “vitória do demônio sobre a obra de Deus”.
Na prática, cada edição do Fatal Fight (ou simplesmente FF) só fazia crescer a febre doentia que acometera investidores alucinados que contratavam a peso de ouro suas equipes de XT-gamers junto aos integrantes da “XTreme league”, a associação fora da lei criada pelos promotores das lutas. E, seguindo a linha de atrocidades, os XT-horgs postos em combate enriqueciam seus operadores sem rosto; mas eram os avatares hologrâmicos que ganhavam fama no lugar dos jogadores clandestinos. Na realidade, o prêmio final, orçado na casa dos milhões de dólares, era entregue em espécie e em reuniões secretas aos campeões dos torneios encarniçados, que assim mantinham-se incólumes e anônimos do público e das autoridades. E, no geral das vezes, as rinhas marciais permitiam que avatares se digladiassem nas categorias “horg-versus-horg” e na recém-criada modalidade “horg-versus-humano”. Centenas de guerreiros de todas as cepas se encontravam na Arena da Morte para protagonizar chacinas do mais puro e requintado sadismo jamais visto, nem mesmo nos áureos tempos do Império Romano.
No Japão, a contenda dos gladiadores cibernéticos tinha até direito a “comerciais”. As cenas anunciavam uma gama de “produtos e serviços diversificados”, marca da famosa sociedade criminosa nipônica, a Yakuza.
           Enfim, para a máfia japonesa, sempre se podia ganhar muito dinheiro onde quer que houvesse algo para ser ameaçado, usurpado, banido ou mesmo aniquilado até às cinzas.

De quando Sara Minamoto lutou pela primeira vez no FF
“Foi assustador! De repente eu estava lá, diante daquele monstro louco para me matar! E o ambiente se inundou de uma música ribombante... atordoante... que eu reconheci, pois era um hit antigo que Lorena costumava cantar: ‘Bodies’, de uma banda chamada Drowning Pool; um meme que ficou na minha cabeça, quanto mais depois do que vivi naquela noite!
“Na hora, minha mente começou a processar muito mal a realidade... Tudo estremeceu naquele lugar de doidos, tudo: o ambiente, o meu corpo, os meus nervos, a minha razão e até o meu senso de sobrevivência trepidou junto e intensamente. Uma sensação horrível se apoderou de mim!”.