quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O sinal espacial do começo dos Jogos Universais

Telescópio espacial Hubble.


Órbita terrestre, 2016.

Por mais de vinte anos, ele atuou em órbita terrestre, girando feito uma pluma ao redor do planeta, apesar das doze toneladas de peso de sua estrutura. No espaço, habitou a gélida fronteira sideral a 612 km de altitude, de onde revolucionou o conhecimento humano ao esquadrinhar os confins mais distantes e profundos do Universo.
E lá estava ele, impávido e solitário, com sua cobertura metálica rebrilhando parcialmente ao sol, no instante em que o cilindro do telescópio iniciou outro giro programado. Mas desta vez apontaria na direção de um longínquo e grandioso evento estelar: o raio de explosão de uma Supernova!
O fenômeno raro era uma verdadeira detonação nuclear no espaço, e seria então captado através de imagens na radiação visível, em ultravioleta e na vizinhança do infravermelho. E, feito um paparazzi exclusivo, ele ainda tiraria inúmeras fotos do espetáculo cósmico, mas sem importunar o astro do momento.
Naquela manhã, no topo silencioso da atmosfera, quando muita gente já o julgava aposentado e obsoleto, os giroscópios de alinhamento do telescópio Hubble começaram a operar na manobra cósmica investigatória.
            Mas ninguém em solo esperava o que viria a seguir. No meio do movimento, o grande tubo espacial parou de repente, passando a assumir um estranho comportamento nas alturas: o prenúncio de outro evento insólito que não tardaria a se anunciar ao mundo!


Mesmo dia.
NASA - Greenbelt, Maryland.

Em órbita, o grande cilindro oscilou, reposicionando-se novamente.
Em terra, o momento era de grande tensão na sala de operações do Centro Goddard.
A partir daquele instante em diante, o telescópio de cinco bilhões de dólares passou a assumir focagem fixa, ou quase isso. Pois recalculava autonomamente suas coordenadas e sua mira à medida que executava o giro orbital em torno da Terra. Assim, e como um voyeur obstinado, começou a espiar, a intervalos, a residência do presidente dos Estados Unidos!
Não mais que meia hora depois, a notícia estourou na mídia mundial como uma bomba a despeito de todos os esforços da NASA para abafa-la e desmenti-la de pronto.
Ao final da manobra insana do Hubble, o cockpit de monitoramento e comando do Centro Goddard emitiu um som agudo e intervalado. Foi uma sequência de bips eletrônicos que chamou atenção para a mensagem que se estampou, simultânea, na tela de todos os monitores da sala de controle.
Então, em fonte vermelha e em rede privada, um único parágrafo enigmático anunciou afrontosamente o que de fato estava acontecendo:

 QUANDO O OLHO SIDERAL
DA ÁGUIA MECÂNICA
 MIRAR EM SOLO O NINHO
DA ÁGUIA BRANCA,
OS JOGOS UNIVERSAIS TERÃO COMEÇADO!


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