sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Modelagem da Realidade na Materialização dos Horgs




Deixe de lado o velho (e enganoso) senso comum e responda: qual dos cenários descritos abaixo é a Realidade?

1) Você está sonhando: toma café e conversa com um amigo (sua mente garante que a xícara em sua mão é sólida, quente e branca; também garante que seu amigo tem vida própria ao dialogar com você no sonho);

2) Você está acordado: toma café e conversa com um amigo (sua mente garante que a xícara em sua mão é sólida, quente e branca; também garante que seu amigo tem vida própria ao dialogar com você desperto).

Se respondeu opção 1, errou.
Se respondeu opção 2, também errou.

Acontece que o cérebro constrói um modelo de realidade com base em interpretações sensoriais de sinais recebidos via estímulos neurais. É por isso que, para o cérebro, ambos os cenários são bem reais, não importando se você está dormindo ou acordado; porém, para a própria realidade, eles não são nada realistas.

A neurociência e a física quântica se unem para explicar o seguinte: a Realidade não é sólida, nem possui cores e formas pré-definidas fora do cérebro humano. Neste âmbito, partículas de matéria ora são pacotes de energia, ora são ondas de probabilidade, não havendo nada de concreto numa parede, por exemplo. As sensações de solidez, textura e tonalidade não passam de interpretações do cérebro para um mundo estranhíssimo, cheio de espaços vazios entre os átomos — que na verdade não são bolinhas no sentido clássico e sim energia condensada.

É por isso que a matéria pode ser modelada, programada e parametrizada a partir de um campo de informação quântica. Esta propriedade está presente no processo de materialização dos horgs. Justamente, vetores de informação são induzidos num campo de informação e, após, transmitidos para os satélites em órbita terrestre. Estes o emitem em direção à atmosfera, propagando os estados quânticos dos avatares. Em seguida, as moléculas do ar se reestruturam a partir dos dados lidos pelas partículas, mediante o efeito de entrelaçamento ou emaranhamento entre o campo emissor e a matéria receptora.



Fenômeno físico muito parecido com o que o cérebro faz ao esculpir uma realidade 3D em sua rede neural, modelando sua própria compreensão da percepção do ambiente.

No passo seguinte, os horgs são enfim formados e, então, o terror se alastra pelas ruas das cidades!


Clique aqui para adquirir o livro



Nenhum comentário:

Postar um comentário