sexta-feira, 13 de junho de 2014

Nick Bostrom: a Tecnologia será a grande vilã





Nick Bostrom é um sueco versátil que possui vasta formação acadêmica: Filosofia, Matemática, Economia e Ciência da Computação são algumas das áreas que ele domina. Aos 40 anos, Bostrom é considerado uma das 100 mentes mais brilhantes do nosso tempo e um dos pensadores e pesquisadores mais influentes da atualidade. Além disso, ele também é diretor do Instituto para o Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, que engloba temas como Criogenia, Inteligência Artificial e os riscos que novas tecnologias podem provocar à espécie humana

Bostrom e suas preocupações fazem coro com cientistas e estudiosos de peso como Stephen Hawking, Michio Kaku e Vernor Vinge. Todos eles alertam para o grande perigo do surgimento, ainda neste século, de uma superconsciência artificial. Evento-gênese que Vernor Vinge chama de "Singularidade". Para Nick Bostrom, a tecnologia será a grande vilã da espécie humana — a criatura se voltará contra seu próprio criador. 



Post-humanismo

Sua visão de futuro também considera o que ele chama de “post-humanismo”. Nesse contexto, o transhumanismo é o movimento intelectual que prega o uso racional da tecnologia para modificar fundamentalmente a condição humana. Para Bostrom, estamos diante do maior processo de transformação da humanidade, algo que nos remeterá ao post-humanismo. Mas ele também adverte que as mesmas tecnologias capazes de possibilitar este salto também representarão grandes riscos, "somos como bebês brincando com explosivos", diz Bostrom.  



De acordo com o ponto de vista temerário de Nick Bostrom, o risco que o ser humano representa para si mesmo é maior do que ameaças produzidas por catástrofes naturais, já que há milhares de anos estamos sobrevivendo a asteroides, terremotos, vulcões e outros acidentes de percurso. Porém "não estamos preparados para enfrentar o produto da atividade humana no século XXI".

Alguns cientistas deram nome ao período em que o ser humano domina e vem alterando as condição da Terra, chamando-o de "Androceno". A era em que as nossas interferências estão ocasionando mudanças (muitas delas drásticas) que não aconteceriam naturalmente.

Ainda segundo Bostrom, os três principais vetores portadores dessas ameaças são, ao mesmo tempo, uma revolução e um alto risco, como a ciência da nanotecnologia, a biologia sintética e a superinteligência. Ele acredita que existem grandes probabilidades de que neste século ocorra o desenvolvimento de uma máquina pensante e poderosa, com capacidade intelectual distinta e superior aos cérebros humanos. Um ser artificial que irá fugir ao nosso controle. E quando isso acontecer, deixaremos de ser dominantes no planeta. Além disso, a clonagem de pessoas será outra realidade inevitável.



Para este século, Bostrom igualmente acredita que teremos acesso ao controle do envelhecimento, e calcula que as pessoas superarão os 100 anos de vida. Ou seja, a mesma via na qual se aplica a tecnologia para melhorar a capacidade humana, trará a reboque grandes problemas, como uma maior segmentação entre os humanos, especialmente entre aqueles que possuem acesso ou não às novas técnicas.

Bostrom vai além ao enveredar pelo não menos perigoso território político: "Neste sentido, os governos deveriam exercer um papel fundamental para garantir a toda a sociedade o acesso igualitário a estes benefícios".

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