quarta-feira, 2 de julho de 2014

Os Robôs Assassinos



Já estamos a mercê de robôs que podem matar (e matam) seres humanos. O campo da Robótica evoluiu muito nas últimas décadas. Hoje vivemos num mundo em que a ficção científica cinematográfica está cada vez mais perto da realidade. Um salto que, no entanto, a sociedade humana não está atenta ou mesmo nem toma conhecimento das ocorrências e implicações do avanço das máquinas letais.



As gerações de máquinas inteligentes e/ou serviçais já é uma realidade entre os humanos, e não são mais exclusivas dos grandes centros de pesquisa do mundo. Robôs autônomos, capazes de ferir e matar, já estão em operação neste exato momento. São robôs militares sanguinários dotados de decisão própria: podem escolher quem vão eliminar. E tais entidades artificiais não obedecem a nenhuma moral nem têm sua conduta regulada pelas famosas três leis da robótica enunciadas por Isaac Asimov. 

No vídeo abaixo, o próprio Asimov explica as diretrizes por ele preconizadas.

 


O desenvolvimento de robôs assassinos e o perigo que isso traz atingiu proporções significativas, a ponte de chamar a atenção da ONU (Organização das Nações Unidas), que reuniu-se discretamente para discutir a "ética" dos robôs assassinos pela primeira vez. Foi na verdade uma discussão história e preocupante.

Pesquisadores e especialistas em robótica, incluindo-se ex-comandantes militares, reuniram-se em Genebra, na Suíça, para discutirem os recentes avanços em "armas letais autônomas", ou Robôs LARs (Robôs Autônomos Letais, na sigla em inglês) que têm autonomia de decidir quem ou o que destruir. O resultado da discussão sairá na forma de relatório oficial, previsto para novembro deste ano.

Recentemente, a Russia equipou suas bases de mísseis com robôs autônomos capazes de dizimar humanos. Na África do Sul, robôs combatem manifestantes civis.

A própria ONU fornece dados que dão conta de que civis foram mortos em 33 ataques com drones ao redor do mundo. No Paquistão, de 2.200 a 3.300 pessoas foram mortas por ataques de drones norte-americanos desde 2004, 400 dos quais eram civis. De acordo com as últimas informações do Ministério da Defesa do Paquistão, 67 civis foram mortos em ataques de drones no país desde 2008.

Em 2006, o Japão decidiu adotar a primeira lei de Asimov, alegando não ser realístico dar atenção às outras duas leis. O problema maior diz respeito aos humanos: os engenheiros e pesquisadores que projetam máquinas para o combate tanto a civis quanto a soldados militares. Um temor que resultou no relatório da organização Human Rights Watch, que pediu o banimento das armas robotizadas autônomas.

"Como máquinas inanimadas, armas totalmente autônomas não podem verdadeiramente compreender nem o valor de uma vida individual, nem o significado de sua perda", afirma a nota da entidade.

"É possível deter o avanço do armamento totalmente autônomo antes que se ultrapassem limites morais e legais, mas só se começarmos a traçar a fronteira agora", assegurou Steve Goose, em conferência a imprensa, o diretor de armamento da Human Rights Watch e fundador da Campanha para Deter os Robôs Assassinos.

Steve Goose

O fato é que a sociedade não só não está preparada como não está informada a respeito do problema.








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